Vermes machadianos
Ao ver-me
Corpo-porto
Aportam em mim
Por que não integrar-me
Se não posso vencê-los?
Sou cego mas posso ver luz
No fim do mundo
Com estes olhos
Que a terra há de comer
Olho por olho
Dente por dente
Ao pai ao filho
Ao Espírito Santo também?
Sinto-me muito espirituoso
Um pouco carne e osso
Nesta quarta-feira de cinzas
Como quem ri nas últimas
Como quem ri da vida
Como quem chegou
Consciente da despedida.
Natal, 21 de janeiro de 2004.

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